BHLS TransOceânica

21/11/2014 - 13:11

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Informe-se sobre o projeto que tornará realidade o maior investimento em transporte coletivo público de Niterói. O primeiro investimento em infraestrutura de transporte da Região Oceânica se dará com a construção da TransOceânica. O sistema BHLS irá permitir que os moradores de todos os bairros da Região Oceânica sejam beneficiados pelo R$ 307 milhões de reais investidos no projeto que criará 13 estações ao longo de 9,3 km de vias exclusivas para ônibus. Os moradores de Piratininga, Camboinhas, Itaipu, Itacoatiara, Engenho do Mato e Várzea das Moças poderão circular em ônibus com ar-condicionado, que irão interligar seus bairros e a estação aquaviária de Charitas, por meio de um túnel de 1.350 metros. O sistema irá beneficiar mais de 70 mil pessoas a partir de 2016. Do ponto de vista da sustentabilidade ambiental, somente com este projeto serão retirados toneladas de carbono da atmosfera anualmente, além do reflorestamento de uma área equivalente a 11 hectares.

TransOceanicaTracado

 

Apresentação do projeto

Clique no botão abaixo para fazer o download da apresentação geral do projeto:

Estudo de Impacto Ambiental

A Prefeitura recebeu a Licença Prévia Ambiental em Julho de 2014. A seguir, você tem acesso ao EIA/RIMA da TransOceânica para download. Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (RIMA):

Estudo de Impacto Ambiental (EIA):

 

Estudo de Impacto de Vizinhança do Empreendimento Corredor Viário Transoceânica:

Parecer Técnico:

Termo de Recebimento da Transoceânica


 

Video do projeto

 

A operação tipo BHLS

O BHLS é uma evolução europeia do BRT latino americano. No conceito de BRT (Bus Rapid Transit), os ônibus operam como o metrô, com uma via exclusiva para eles em todo o percurso e sem que os veículos saiam dele. Ou seja, é um conceito mais rígido onde o espaço é exclusivo do BRT e o BRT é exclusivo daquele espaço. No conceito do BHLS (Bus of High Level of Service) europeu, as inovações permitem que os ônibus operem com mais flexibilidade, como um VLT.

O conceito evolui por dois motivos principais. Primeiramente, o BRT consome muito espaço urbano, o que se encaixa mais com a realidade americana e latino americana, onde há maior oferta de espaço urbano. No caso europeu foi preciso trabalhar o conceito de ônibus de alta performance que ocupe menos espaço das ruas estreitas e seja mais integrado com a ambiência das cidades. O segundo ponto é o comportamento da demanda. O BRT, assim como o metrô, busca transportar de forma rápida grandes contingentes de pessoas de uma região mais distante para as áreas centrais de emprego, no chamado movimento pendular. Isso acontece mais na escala metropolitana.

Na Região Oceânica, onde a demanda está diluída por alguns bairros, o conceito de BHLS permite que os ônibus operem na pista exclusiva nos trechos mais congestionados, e em pista compartilhada em trechos onde existe demanda sem congestionamentos, como um VLT. Neste caso, a grande vantagem é conseguir atender diretamente as vizinhanças que não estão no entorno imediato da linha troncal, economizando um transbordo. No caso da TransOceânica, as inovações do conceito se adequam mais à realidade de Niterói.

O BHLS dará uma nova qualidade ao espaço urbano – só para ter uma ideia, a Av. Francisco da Cruz Nunes será reurbanizada com toda fiação enterrada – e permitirá que os moradores dos bairros de Piratininga, Camboinhas, Itaipu, Itaipuaçu, e Engenho do Mato até Várzea das Moças sejam diretamente beneficiados pela pista exclusiva e pelo túnel sem serem obrigados a realizar duas viagens em uma distância tão curta (uma de casa até o BRT e outra no BRT até chegar em Charitas).

Assim, não apenas aqueles que moram na Francisco da Cruz Nunes, mas todos os moradores de toda a Região Oceânica serão diretamente beneficiados com o investimento da TransOceânica, podendo ir aos centros de Niterói e do Rio com apenas um transbordo, na estação Charitas. Isso será possível porque diferentemente dos BRT, que possuem veículos muito longos com piso alto e várias portas em um mesmo lado (normalmente pela esquerda), os ônibus da TransOceânica terão piso baixo e porta dos dois lados. No trecho entre o Engenho do Mato e Charitas eles funcionarão com a porta pela esquerda parando nas estações, que terão bilhetagem. No restante da Região Oceânica, a porta pela direita permitirá que funcionem como ônibus comuns em faixas exclusivas ou compartilhadas. É como que num passe de mágica, quem pegou o BRT em Charitas saltasse perto de casa no ônibus comum sem trocar de ônibus. Além disso, o piso baixo do BHLS permitirá criar estações mais integradas com Niterói, sem o aspecto impactante das estações BRT.

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