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TransOceânica: começa a perfuração do túnel Charitas-Cafubá

A Prefeitura de Niterói iniciou nesta terça-feira (7.7) a perfuração do Túnel Charitas-Cafubá, um dos trechos mais importantes da construção da TransOceânica, via expressa que vai ligar a Região Oceânica à Zona Sul da cidade. Às 11h53 foi acionado o botão para a primeira detonação, na qual foram utilizados 150 quilos de explosivos.

A partir desta quarta-feira serão realizadas três detonações por dia, durante um ano, prazo para que a obra esteja concluída. O túnel, que terá o nome do jornalista, poeta, professor e memorialista Luís Antônio Pimentel, falecido em maio, aos 103 anos, terá 1,3 quilômetro de extensão e duas galerias, com quatro pistas cada uma – duas para carros, uma para os ônibus do sistema BHLS e uma ciclovia.

No canteiro de obras, no Cafubá, todo um aparato de segurança foi montado para a primeira explosão. Além de funcionários da obra e de autoridades municipais, os moradores também tiveram acesso ao local, como a assistente administrativa Beatriz Paiva Maia, 40 anos, que mora em Itaipu. Ela fez questão de levar o filho Lucas, de 7 anos, para ver de perto o início da perfuração do túnel.

“Fiz questão de vir porque agora acreditamos que o túnel vai sair, para que a gente possa chegar mais rápido à Icaraí, ao Centro. A gente acaba indo menos a esses bairros por conta do tempo que levamos. Agora com o túnel vai ficar muito mais fácil, vai facilitar a vida de todos que moram na Região Oceânica. Vamos poder aproveitar mais o tempo em casa, isso é qualidade de vida. Trouxe o Lucas para que ele possa, daqui a algum tempo, ao passar pelo túnel, dizer que participou da primeira explosão”, afirmou.

De acordo com o prefeito, a integração entre diferentes esferas de governo foi fundamental para garantir o início da obra.

“Dezenas de órgãos municipais, estaduais e federais aprovaram o projeto. Nós vencemos 50 etapas para chegarmos ao dia de hoje. Esse projeto é mais do que uma obra viária, é um projeto de mobilidade urbana. Além do túnel sem pedágio, vamos ter um corredor de BHLS, que vai ligar o Engenho do Mato a Charitas, chegando à estação do catamarã, em menos de 25 minutos. Hoje as pessoas levam mais de uma hora para fazer esse trajeto. Esse é um projeto que os niteroienses aguardam há muitos anos e também é muito importante porque vai tirar o fluxo pesado de veículos de eixos saturados da cidade, como o Largo da Batalha e as avenidas Roberto Silveira e Marquês de Paraná. Ele cria uma alternativa de deslocamento para as pessoas”, explicou o prefeito.

O chefe do Executivo municipal destacou, ainda, que uma cidade desenvolvida é aquela onde a classe média e os mais ricos também andam de transporte público porque ele tem qualidade “Na verdade, essa é a vertente deste projeto. Mais do que uma obra viária, ele tem o objetivo de melhorar a performance do transporte público em Niterói, oferecendo mais conforto, pontualidade e qualidade. Dessa forma, não tenho dúvida que as pessoas vão optar por não andar de veículos individuais para seus deslocamentos. Esse é o caminho para a sustentabilidade e para a qualidade de vida”, ressaltou.

O prefeito disse também que a prefeitura está negociando com o Estado a implantação de um sistema de barca na estação de Charitas similar ao da estação Araribóia, com catamarãs sociais, para ampliar a sua capacidade de transporte de passageiros, com preço mais acessível, oferecendo uma alternativa real de transporte de qualidade.

O vice-prefeito Axel Grael, que coordenou a parte ambiental do projeto da TransOceânica, disse que esta terça-feira é um dia que será lembrado pelo resto da vida.

“Vamos lembrar que chegamos até aqui depois de muito esforço e trabalho de uma equipe grande de pessoas, de parcerias com os governos federal e estadual, todos unidos com o objetivo de proporcionar a Niterói uma alternativa de mobilidade sustentável, uma experiência inovadora, com o BHLS, que é uma concepção que se aplica perfeitamente à necessidade da Região Oceânica. A TransOceânica foi planejada para ser uma alternativa competitiva ao uso do automóvel. Ela só vai atingir seus objetivos se fizer com que as pessoas deixem os carros em casa e usem o transporte coletivo. É um projeto perfeito nesse sentido e tenho certeza que a vida dos cidadãos vai ser bem mais fácil e mais confortável a partir da conclusão dessa obra”, disse Grael.

Para a secretária municipal de Urbanismo e Mobilidade, Verena Adreatta, responsável pelo parte técnica do projeto, a via expressa será um marco na cidade de Niterói.

“A TransOceânica vai integrar duas áreas da cidade por um túnel, que era esperado há mais de 40 anos pela população. E é também uma obra de infraestrutura de transporte público, com o BHLS, que são ônibus que vão trafegar com regularidade, comodidade e com percursos bem determinados. Isso para a população vai se traduzir em economia de tempo no deslocamento de casa para o trabalho. Destaco também a intermodalidade com o catamarã de Charitas, que facilitará a vida dos usuários do transporte coletivo”, afirmou Verena.
Obra completa ficará pronta em 24 meses
A TransOceânica será uma via expressa de 9,3 quilômetros de extensão, e vai atender diretamente 11 bairros da Região Oceânica de Niterói. A previsão é de transportar cerca de 80 mil pessoas por dia. A primeira etapa é a construção do túnel. A obra completa ficará pronta em 24 meses.
A via contará com ônibus no sistema BHLS (Bus of High Level of Service), o primeiro implantado na América do Sul, equipados com ar-condicionado e com portas de ambos os lados. Pelo sistema, os passageiros poderão embarcar nos veículos em seus próprios bairros. Em seguida, os ônibus entrarão na faixa exclusiva do BHLS.

O ônibus fará o percurso do Engenho do Mato até Charitas em 25 minutos, passando por 13 estações e pelo túnel, que não terá cobrança de pedágio. O corredor viário também contará com ciclovia.
No projeto da TransOceânica está prevista, ainda, a integração da via com a estação hidroviária de Charitas, que será transformada em um terminal intermodal.

O investimento total da obra é de R$ 310.894.585,00, com recursos do governo federal e da Prefeitura de Niterói.

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PUR de Pendotiba é enviado à Câmara

O Projeto de Lei do Plano Urbanístico Regional (PUR) de Pendotiba foi enviado à Câmara dos Vereadores no último dia 21 de maio. O estudo, realizado pela Prefeitura de Niterói, traça as diretrizes para ordenar o crescimento da região nos próximos dez anos.

“Após a realização do processo participativo junto à população, onde foram realizadas três oficinas, duas audiências públicas e uma consulta pública, elaboramos o PUR de Pendotiba. A colaboração dos moradores foi fundamental no destaque das necessidades da região”, destaca Verena Andreatta, secretária de urbanismo e mobilidade.

O Plano Urbanístico terá como objetivo qualificar a ocupação urbana já consolidada, que corresponde a 16% do território de Pendotiba e será objeto de um processo de transformação urbana, de elaborar políticas sociais para outros 14% do território ocupados por favelas e preservar o patrimônio ambiental e cultural, que representam os 70% restantes da região, com a criação de novas regras de ocupação.

Mobilidade
Uma novidade no setor viário será a implantação do BHLS TransPendotiba, articulado com a TransOceânica, a estação de Charitas e o Centro de Niterói. O sistema contará com nove estações, sendo elas: Ititioca, Sapê, Largo da Batalha, Badu, Maceió, Cantagalo, Vila Progresso, Matapaca e Maria Paula.

Ainda com relação à mobilidade, o PU prevê a construção de um túnel no bairro de Cantagalo, com 810 metros de extensão. A construção do novo túnel visa melhorar o trânsito da região e é uma solução para evitar os impactos sociais das desapropriações que seriam necessárias na comunidade do Cantagalo, caso fossem feitas mudanças nas vias já existentes, além de ser uma escolha economicamente melhor. O custo para a construção do túnel será de aproximadamente R$ 36 milhões.

Transformação e qualificação urbana
Dentre as principais propostas do PUR, o Largo da Batalha será a área mais modificada, sendo a principal mudança o aumento do gabarito, de sete para dez. “O adensamento às vezes é visto como algo ruim, mas é a solução de sustentabilidade atualmente perseguida pelas cidades de todo o mundo. O problema é quando ele ocorre sem planejamento. No PUR, o planejamento prevê o adensamento com uso misto (residencial e comercial) no entorno das áreas da TransPendotiba”, explica Renato Barandier, subsecretário de urbanismo e mobilidade. O gabarito atual será mantido apenas nos eixos da TransPendotiba. Nas demais regiões não será mais permitido chegar nesse gabarito, devendo ser menor do que sete pavimentos.

Outra mudança na dinâmica imobiliária serão os parâmetros qualificadores da ocupação a serem adotadas pelas novas edificações. “As novas edificações deverão destinar áreas para fruição pública, ter fachada ativa e permeabilidade visual. Isso pretende mudar a relação entre a edificação e a calçada, de modo a criar espaços públicos vibrantes, o que é fundamental para a sensação de segurança. Também será condição para edificações coletivas a outorga onerosa. Com ela, as edificações que desejarem construir acima do potencial básico do terreno deverão comprar o potencial do município.”, acrescenta Verena Andreatta.

O planejamento prevê também a sustentabilidade social com a criação de 34 Zonas de Especial Interesse Social (ZEIS). “Com as ZEIS será possível elaborar políticas públicas específicas para cada uma dessas zonas, tais como criação de habitação de interesse social, obras de urbanização, contenção de encostas e regularização fundiária.”, esclarece a secretária.

Preservação urbana e ambiental
Todas as transformações propostas no Plano Urbanístico serão voltadas para preservar a ambiência urbana, o patrimônio paisagístico e cultural, e o que ainda resta de áreas verdes na região de Pendotiba.

Para a preservação urbana serão criadas Zonas Especiais de Proteção da Paisagem e do Ambiente Cultural (ZEPAC) no entorno de alguns bens da região e em trechos como a “Rua das Árvores”, a “descida da Pestalozzi” e na “descida da Cachoeira”. São lugares de grande valor para toda a população, como a vista que se tem para a baía de Guanabara quando se desce pela Estrada da Cachoeira.

Já com relação à preservação ambiental o território, que corresponde a 42% dos 70% a serem conservados, será dividido entre zonas de amortecimento e áreas intocáveis. “Essas zonas de amortecimento são de extrema importância, pois ajudam a preservar as áreas intocáveis. Nessas áreas serão criadas algumas regras de ocupação que irá variar de acordo com cada uma das zonas. As regras são muito restritivas e a maior parte do terreno deverá ser preservada.”, finaliza Verena Andreatta.

O texto do Projeto de Lei, bem como outras informações dobre o PUR de Pendotiba podem ser acessados em: http://urbanismo.niteroi.rj.gov.br/purdependotiba/.

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Ortofoto e mapeamento 3D

Niterói é a primeira cidade do estado do Rio de Janeiro a ter seu território inteiramente mapeado em 3D. A Prefeitura de Niterói,  por meio da Secretaria Municipal de Urbanismo e Mobilidade (SMU) e da Vice-Prefeitura, realizou o perfilamento a laser de todo o território para auxiliar na elaboração de políticas urbanísticas locais. Combinados com as ortofotos de alta resolução – cada pixel corresponde a 10 centímetros –, os arquivos do “scanner” 3D permitem um registro preciso dos relevos geográficos, das áreas de vegetação e até de bens históricos e culturais. O mapeamento está publicado no site da SMU para consulta da população no menu Biblioteca ou em http://urbanismo.niteroi.rj.gov.br/ortofoto.